domingo, 8 de junho de 2008

Tratado de Filosofia Felina

Como sou felina até a última raiz dos meus cabelos, que não são muitos, pq tenho poucos, mas vamos lá sou FELINA MESMO, encontrei algo, li e vou registrar pq acho q foi uma das coisas mais sacadas que alguém já escreveu sobre este grande mestre do reino animal. O autor é Francesc Miralles, e a obra "Amor em Minúscula". O capítulo tem o título acima, então lá vai:

1. VIDA ESPIRITUAL
Os gatos são grandes meditadores, além de especialistas na arte da ioga. O felino é capaz de permanecer imóvel durante horas, viajando até seu próprio centro, para em um instante dar um salto ao mundo exterior e comprometer todos os seus sentidos naquilo que está fazendo. Sua vitalidade advém do repouso,porque o animal não consome energia em estados intermediários. Age ou descansa. Quando age, o faz como se jogasse a vida naquilo. Quando descansa , como se nunca mais fosse se levantar. Não perde tempo com hesitações.

2. VIDA EMOCIONAL
Diz-se que os gatos são egoístas, quando, na realidade, são simplesmente espertos. Não vêm a você se podem fazer com que você vá até eles. Sua força reside em sua aparente indiferença. Preferem deixar-se amar a arriscar seus sentimentos deixando-os evidentes. Como bons taoístas que são, fazem sem fazer e governam sem governar. Limitam-se a manter sua dignidade e a se conduzir de acordo com s
eus caprichos. Não pedem carinho e por isso o obtêm sem pedi-lo. Os cães têm donos, os gatos, criados.

3. VIDA SENSORIAL
Um gato em casa é um aviso permanente de que devemos prestar atenção. Deixamos, frequentemente, escapar oportunidades porque não temos consciência delas. Os felinos aguçam os sentidos, controlam seu entorno e estão atentos às menores mudanças. Enquanto descansam estão conectados ao que os cerca para agir quando for necessário. Sua calma aparente é, na realidade, concentração. Esta atenção permite que os acontecimentos girem a seu favor.

E então lendo este texto notei que muito pouco se escreveu a respeito deste ser vivente, que muito ainda se tem a descobrir e compartilhar e, no meu caso, algo mais a acrescentar, para alguém, como eu, que já tive um monte de bicho diferente, precisei conviver com este bicho exótico para poder compreender que, normalmente, nós buscamos razões diversas para explicar porque gostamos deste ou daquele tipo de animal e convivendo com os gatos aprendi que aos gatos dedica-se amor sem razão alguma, não se necessita porque, por onde, como, apenas ama-se. O que dentro do reino animal equivale a dizer como o melhor exemplo de amor incondicional de um ser para outra espécie. É como me sinto em relação aos meus companheiros felinos. E tenho dito.

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